
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Enfim, marcaram a eleição da APEOESP do Vale do Ribeira
Prezad@s Professoras e Professores do Vale do Ribeira,
Cultuamos muito o silêncio e a paciência, em razão do essencial atendimento aos professores em um momento tão crítico de avaliações impostas e excludentes, atribuição conturbada e, principalmente, da unidade perante a greve.
É isto: acreditamos no sindicato enquanto um instrumento de luta pelos direitos dos professores e da garantia de condições dignas de trabalho.
Mas, nos dias das avaliações o nosso sindicato foi mantido fechado. Além disso, a greve foi praticamente boicotada pela quase totalidade dos nossos conselheiros estaduais, inclusive por membros da direção regional. Apenas 2 conselheiros estaduais em atividade, de um total de 9, participaram da greve. Para que se elegeram?
Lembram-se daquela eleição despudoradamente cancelada no final do ano passado?
Lembram-se que um grupo de representantes de escola de diversos lugares do Vale do Ribeira se elegeu com certa folga?
E que a atual direção do sindicato, arbitrariamente, virou a mesa e impediu- os de assumir?
E que até hoje não quis mostrar o porquê, tornar público o documento do recurso, da razão oficial do cancelamento?
É importante que todos saibam que nunca desistimos ou ignoramos a vontade daqueles que nos elegeram. Acompanhamos junto à Comissão Eleitoral Estadual e pressionamos para que uma nova data fosse marcada.
Saímos do silêncio e começamos a divulgar nas escolas, novamente, a necessidade do pleito ocorrer rápido, pois já se passaram 5 meses e nada... Estamos passando nas escolas para mostrar a necessidade de o sindicato não ser conduzido por um grupo ilegítimo, que foi derrotado nas urnas e se mantém na direção.
E os professores têm perguntado: e aí, não assumiram ainda? Quando será a nova eleição? Ainda não marcaram a data?
Finalmente! Marcaram a data da eleição.
Contudo, mais uma vez, foi uma escolha antidemocrática, autoritária, na qual chegaram com a data fechada, sem nenhuma abertura para questionamentos.
Destarte, estamos aqui a divulgar a data, pois se depender da direção da subsede, ninguém vai saber de nada. Mais de 6 meses depois, 1/3 da gestão e o mesmo grupo permanecendo lá, praticamente abandonando o nosso sindicato, às custas de recursos infundados e incoerentes.
Enfim, a nova eleição da Subsede da APEOESP do Vale do Ribeira foi marcada para o dia 17 de junho de 2010.
Marquem esta data! Se depender de nós - e não da mão invisível da tirania e da língua afiada da mentira - este será um dia histórico para o professorado do Vale do Ribeira.
Atenciosamente,
Cultuamos muito o silêncio e a paciência, em razão do essencial atendimento aos professores em um momento tão crítico de avaliações impostas e excludentes, atribuição conturbada e, principalmente, da unidade perante a greve.
É isto: acreditamos no sindicato enquanto um instrumento de luta pelos direitos dos professores e da garantia de condições dignas de trabalho.
Mas, nos dias das avaliações o nosso sindicato foi mantido fechado. Além disso, a greve foi praticamente boicotada pela quase totalidade dos nossos conselheiros estaduais, inclusive por membros da direção regional. Apenas 2 conselheiros estaduais em atividade, de um total de 9, participaram da greve. Para que se elegeram?
Lembram-se daquela eleição despudoradamente cancelada no final do ano passado?
Lembram-se que um grupo de representantes de escola de diversos lugares do Vale do Ribeira se elegeu com certa folga?
E que a atual direção do sindicato, arbitrariamente, virou a mesa e impediu- os de assumir?
E que até hoje não quis mostrar o porquê, tornar público o documento do recurso, da razão oficial do cancelamento?
É importante que todos saibam que nunca desistimos ou ignoramos a vontade daqueles que nos elegeram. Acompanhamos junto à Comissão Eleitoral Estadual e pressionamos para que uma nova data fosse marcada.
Saímos do silêncio e começamos a divulgar nas escolas, novamente, a necessidade do pleito ocorrer rápido, pois já se passaram 5 meses e nada... Estamos passando nas escolas para mostrar a necessidade de o sindicato não ser conduzido por um grupo ilegítimo, que foi derrotado nas urnas e se mantém na direção.
E os professores têm perguntado: e aí, não assumiram ainda? Quando será a nova eleição? Ainda não marcaram a data?
Finalmente! Marcaram a data da eleição.
Contudo, mais uma vez, foi uma escolha antidemocrática, autoritária, na qual chegaram com a data fechada, sem nenhuma abertura para questionamentos.
Destarte, estamos aqui a divulgar a data, pois se depender da direção da subsede, ninguém vai saber de nada. Mais de 6 meses depois, 1/3 da gestão e o mesmo grupo permanecendo lá, praticamente abandonando o nosso sindicato, às custas de recursos infundados e incoerentes.
Enfim, a nova eleição da Subsede da APEOESP do Vale do Ribeira foi marcada para o dia 17 de junho de 2010.
Marquem esta data! Se depender de nós - e não da mão invisível da tirania e da língua afiada da mentira - este será um dia histórico para o professorado do Vale do Ribeira.
Atenciosamente,
Coletivo "APEOESP Na Escola e Na Luta"
Vale do Ribeira
quinta-feira, 3 de junho de 2010
CONCLAT - Congresso da Classe Trabalhadora: 5 e 6 de junho em Santos
terça-feira, 1 de junho de 2010
Duas Conclats, dois caminhos
Acontece hoje a Conferência Nacional da Classe Trabalhadora, no Pacaembu. Em 5 e 6 de junho será realizado o I Congresso das Classes Trabalhadoras, em Santos. Ambos adotaram o nome Conclat.
Conclat é como ficou conhecido o histórico encontro sindical realizado, em 1981. Nele, decidiu-se pela criação de uma central que unificasse o movimento. Rompesse com a ditadura e sua estrutura sindical. Por isso, a parte pelega do movimento se retirou do evento.
Em 1983, nascia a CUT. Os pelegos preferiram fundar a CGT, com apoio do governo Sarney. Depois, alguns deles se juntaram a Collor e criaram a Força Sindical.
O evento de São Paulo é promovido pelas centrais oficiais, incluindo a CUT. Conta com dinheiro do imposto sindical, apoio do governo, patrocínio de empresas. Em Santos, estarão presentes entidades contrárias ao governo federal e sua política de conciliação com os patrões.
A Conclat do Pacaembu junta novamente alguns fundadores da CUT e os antigos pelegos. Unidos na defesa da dependência do Estado, suas contribuições obrigatórias e oferta de cargos. Favoráveis a um governo apoiado em figuras como Sarney e Collor. Caminho fácil da rendição.
O Conclat de Santos quer fundar uma nova central para retomar a luta abandonada pela CUT. Não será nada fácil. Caminho duro da resistência.
Postado por Sérgio Domingues às 14:34
Duas Conclats, dois caminhos
Acontece hoje a Conferência Nacional da Classe Trabalhadora, no Pacaembu. Em 5 e 6 de junho será realizado o I Congresso das Classes Trabalhadoras, em Santos. Ambos adotaram o nome Conclat.
Conclat é como ficou conhecido o histórico encontro sindical realizado, em 1981. Nele, decidiu-se pela criação de uma central que unificasse o movimento. Rompesse com a ditadura e sua estrutura sindical. Por isso, a parte pelega do movimento se retirou do evento.
Em 1983, nascia a CUT. Os pelegos preferiram fundar a CGT, com apoio do governo Sarney. Depois, alguns deles se juntaram a Collor e criaram a Força Sindical.
O evento de São Paulo é promovido pelas centrais oficiais, incluindo a CUT. Conta com dinheiro do imposto sindical, apoio do governo, patrocínio de empresas. Em Santos, estarão presentes entidades contrárias ao governo federal e sua política de conciliação com os patrões.
A Conclat do Pacaembu junta novamente alguns fundadores da CUT e os antigos pelegos. Unidos na defesa da dependência do Estado, suas contribuições obrigatórias e oferta de cargos. Favoráveis a um governo apoiado em figuras como Sarney e Collor. Caminho fácil da rendição.
O Conclat de Santos quer fundar uma nova central para retomar a luta abandonada pela CUT. Não será nada fácil. Caminho duro da resistência.
Postado por Sérgio Domingues às 14:34
quarta-feira, 19 de maio de 2010
PELEGO
Escrito por Izaías de Oliveira
Dom, 09 de Maio de 2010 21:43
http://apeoespalternativa-litsul.pro.br/index.php/editorial/politica/51-pelego
Durante a greve dos professores, ouvimos muito os termos peleguismo, pelegada, pelego. Afinal, o que vem a ser na realidade esse personagem infelizmente presente em quase todos os movimentos grevistas?
Façamos um breve resumo das "qualidades" dessas tristes figuras.
Originalmente o termo "pelego" significa uma pele de carneiro utilizada nos arreios de animais, à maneira de um xairel: manta colocada no lombo de uma montaria, sobre a qual se põe a sela.
A criatividade popular, contudo, enriqueceu o nosso vocabulário; assim, passou-se a empregar a palavra "pelego" para designar indivíduos que se infiltram nos sindicatos, assumem cargos e fazem o execrável papel de duplo agente: aparentemente defendem a categoria à qual pertencem; por outro lado, "na surdina", trabalham em defesa dos interesses próprios e dos patrões ou de administradores públicos, sempre esperando algum privilégio, ou mesmo são pagos para "pelegar"(bônus, promoção por mérito, licença prêmio, etc).
O pelego é, portanto, uma figura abominável.
Além do indivíduo que faz conscientemente o desprezível papel de pelego, existem casos em que alguém pode estar "pelegando" sem se dar conta do alcance moral sobre aquilo que está praticando. Seria este uma espécie de "inocente útil"?
Mas como se pode definir esse professor que tendo em determinado momento se colocado à disposição da categoria elegendo-se Conselheiro(a), se acovarda, que aceita tudo o que o Governo quer, sem questionar? Que se esconde atrás daqueles que lutam, aproveitando da peleja alheia. Pelego é aquele Conselheiro que não sabe o significado das palavras solidariedade e responsabilidade, o egoísta que não consegue ver nada além de suas próprias e momentâneas necessidades; é aquele Conselheiro que, terminada a greve, não consegue olhar nos olhos de seus companheiros, porque sabe que deixou de cumprir além da sua responsabilidade como representante sindical, uma parte essencial de todo ser humano solidário e cidadão: o brio, a coragem, o amor próprio, a nobreza, enfim.
Não há nada que pague a dignidade, o fato de se olhar no espelho e ver uma pessoa cidadã, solidária, de luta, consciente do dever cumprido, modelo para o filho, alegria dos amigos, orgulho da companheira(o) e, principalmente, dos alunos e da comunidade a qual representa.
Mas pelego é também aquele professor que se deixou enganar pela falácia do Governo; que não conseguiu reagir frente às humilhações; é quem não lutou pelos seus direitos, por medo das conseqüências; ou aquele que se escondeu atrás de desculpas esfarrapadas para justificar a própria covardia.
Última atualização em Qua, 19 de Maio de 2010 00:09
Dom, 09 de Maio de 2010 21:43
http://apeoespalternativa-litsul.pro.br/index.php/editorial/politica/51-pelego
Durante a greve dos professores, ouvimos muito os termos peleguismo, pelegada, pelego. Afinal, o que vem a ser na realidade esse personagem infelizmente presente em quase todos os movimentos grevistas?
Façamos um breve resumo das "qualidades" dessas tristes figuras.
Originalmente o termo "pelego" significa uma pele de carneiro utilizada nos arreios de animais, à maneira de um xairel: manta colocada no lombo de uma montaria, sobre a qual se põe a sela.
A criatividade popular, contudo, enriqueceu o nosso vocabulário; assim, passou-se a empregar a palavra "pelego" para designar indivíduos que se infiltram nos sindicatos, assumem cargos e fazem o execrável papel de duplo agente: aparentemente defendem a categoria à qual pertencem; por outro lado, "na surdina", trabalham em defesa dos interesses próprios e dos patrões ou de administradores públicos, sempre esperando algum privilégio, ou mesmo são pagos para "pelegar"(bônus, promoção por mérito, licença prêmio, etc).
O pelego é, portanto, uma figura abominável.
Além do indivíduo que faz conscientemente o desprezível papel de pelego, existem casos em que alguém pode estar "pelegando" sem se dar conta do alcance moral sobre aquilo que está praticando. Seria este uma espécie de "inocente útil"?
Mas como se pode definir esse professor que tendo em determinado momento se colocado à disposição da categoria elegendo-se Conselheiro(a), se acovarda, que aceita tudo o que o Governo quer, sem questionar? Que se esconde atrás daqueles que lutam, aproveitando da peleja alheia. Pelego é aquele Conselheiro que não sabe o significado das palavras solidariedade e responsabilidade, o egoísta que não consegue ver nada além de suas próprias e momentâneas necessidades; é aquele Conselheiro que, terminada a greve, não consegue olhar nos olhos de seus companheiros, porque sabe que deixou de cumprir além da sua responsabilidade como representante sindical, uma parte essencial de todo ser humano solidário e cidadão: o brio, a coragem, o amor próprio, a nobreza, enfim.
Não há nada que pague a dignidade, o fato de se olhar no espelho e ver uma pessoa cidadã, solidária, de luta, consciente do dever cumprido, modelo para o filho, alegria dos amigos, orgulho da companheira(o) e, principalmente, dos alunos e da comunidade a qual representa.
Mas pelego é também aquele professor que se deixou enganar pela falácia do Governo; que não conseguiu reagir frente às humilhações; é quem não lutou pelos seus direitos, por medo das conseqüências; ou aquele que se escondeu atrás de desculpas esfarrapadas para justificar a própria covardia.
Última atualização em Qua, 19 de Maio de 2010 00:09
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