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quarta-feira, 21 de novembro de 2012

VIOLÊNCIA! A CULPA É DE QUEM?


Hélder dos Santos de Oliveira

Certo dia, andando pelas ruas do Centro da cidade de São Paulo, vi uma criança de cerca de sete anos com um saquinho na mão, cheirando cola de sapateiro. Observei as pessoas que passavam com aquele andar apressado, sem mesmo notar o estado do menino. Aos que notavam, um olhar de indiferença.  

De tão drogado, caiu ao chão, onde pude retirar o saquinho de sua mão e dispensar em uma lata de lixo. Nem mesmo os policiais que estavam por perto foram acudir o garoto, sendo este carregado por outros meninos de rua.

Deixo algumas reflexões: esta criança é vítima ou não? É culpada por morar nas ruas e usar drogas? De quem é a culpa? Da família, da escola, da sociedade, do Estado? Reduzir a maioridade penal resolveria o problema que ela enfrenta?

Sofrendo todo tipo de violência, sendo dependente químico desde muito cedo, sem nenhum tipo de orientação ou afeto, o que esperar desta na juventude e na fase adulta? Com a revolta , a miséria e a falta de oportunidades, a probabilidade de se tornar um delinqüente é bem maior do que se tornar um trabalhador.

Novamente pergunto para refletirmos: reduzir a maioridade penal faria com esta não entrasse no crime e nas drogas? Por isso, sou a favor de políticas públicas que atendam as necessidades básicas das crianças, adolescentes e jovens.

O problema da violência não está na juventude, mas sim na falta de compromisso político com a população pobre, historicamente desfavorecida. É injusto culpar a juventude, enquanto muitos políticos se enriquecem, desviando o dinheiro público que poderia ser usado para proporcionar qualidade de vida à população.           

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Despesa anual - por país - das instituições educacionais por estudante (2007)



Brasil é o país que menos investe em educação, diz pesquisa da OECD
Seg, 25 de Outubro de 2010 14:55 Rodrigo Travitzki Políticas públicas de educação

Quando saem essas pesquisas estatísticas internacionais sobre educação, a primeira coisa que a mídia brasileira costuma fazer é povoar páginas com dados e gráficos demonstrando a péssima qualidade de nossas escolas, professores e alunos. Ficamos sempre em último ou em penúltimo em qualquer ranking. Pois bem, parece não ser diferente quando olhamos o real esforço de nossos governos em melhorar esta situação. Veja abaixo um dos diversos gráficos produzidos pela mais recente pesquisa da OECD, que mostra quanto cada país gasta com educação por aluno.
Antes de culpar professores, pais e alunos por preguiça, burrice ou incompetência, é melhor começar garantindo condições materiais básicas para um ensino de qualidade.