O problema da violência não está na juventude, mas sim na falta de compromisso político com a população pobre, historicamente desfavorecida. É injusto culpar a juventude, enquanto muitos políticos se enriquecem, desviando o dinheiro público que poderia ser usado para proporcionar qualidade de vida à população.
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
VIOLÊNCIA! A CULPA É DE QUEM?
O problema da violência não está na juventude, mas sim na falta de compromisso político com a população pobre, historicamente desfavorecida. É injusto culpar a juventude, enquanto muitos políticos se enriquecem, desviando o dinheiro público que poderia ser usado para proporcionar qualidade de vida à população.
O PRECONCEITO É FRUTO DA IGNORÂNCIA, MAS A DISCRIMINAÇÃO É A VELHA SENHORA OPRESSÃO
Recentemente, 170 indígenas das etnias Guarani e
Kaiowá, depois de tantos séculos de opressão, que resultou no genocídio de seus
povos, decidiram não permitir mais a invasão de fazendeiros, permanecendo nas
suas terras, no seu território, conforme comprova estudo do antropólogo Tonico
Benites: “No que diz respeito aos territórios
tradicionais guarani e kaiowá reivindicados pelos indígenas contemporâneos, as fontes
históricas e arqueológicas assinalam claramente o fato de que o atual cone sul
do Mato Grosso do Sul é, através de séculos, território de ocupação tradicional
dos guarani-kaiowá. Porém, atualmente, eles demandam somente uma parte dos
territórios antigos, localizados basicamente à margem de cinco rios:
Brilhantes, Dourados, Apa, Iguatemi e Hovy. “
Portanto, se há
“uma gente” fora de seu lugar, certamente não são os indígenas. É preciso
conhecer melhor a História do Brasil e do mundo, para vencer esta ignorância
que violenta a nossa população pobre, oprimida e marginalizada. A pobreza é
fruto da exploração secular, foi determinada historicamente, não ocorreu ao
acaso e, muito menos, é uma opção.
Temos que ter mais respeito com os nossos antepassados. Somos todos indígenas. Somos todos Guarani-Kaiowá.
quinta-feira, 10 de março de 2011
14 de março de 2011 - Professores do Vale do Ribeira apóiam a luta contras as barragens
MOAB – MOVIMENTO DOS AMEAÇADOS POR BARRAGENS
FÓRUM EM DEFESA DA REFORMA AGRÁRIA NO VALE DO RIBEIRA
TERRA SIM! BARRAGEM NÃO!
As propostas de implantação de barragens no rio Ribeira de Iguape, tornaram-se válvulas de escape para esconder e mascarar a falta de empenho político na concretização de ações reais para a melhoria de vida do povo do Vale do Ribeira. Os projetos das 4 barragens (Tijuco Alto, Funil, Itaóca e Batatal) tornaram-se bandeiras defendidas e juradas por muitos politiqueiros, na contramão de não assumir o compromisso e o dever que cabe a cada vereador, a cada prefeito e a cada deputado, que é o zelo e a defesa do bem estar da população.
Muitos estudos e casos mal sucedidos provam os enormes impactos negativos na área social e ambiental advindas da construção de barragens. Os exemplos estão claros, visíveis e reais em todas as regiões do país. Não podemos esquecer do rompimento de várias barragens em épocas de chuvas.
Lembramos também que a função exclusiva da Barragem de Tijuco Alto é a de geração e fornecimento de energia para a Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) Grupo Votorantim (da família Antonio Ermírio de Moraes), não servindo para acender uma lâmpada que seja na nossa região. Hoje, está prevista mais uma barragem para o Vale do Ribeira paulista e outras três no trecho paranaense, sendo que nenhuma projetada para atender aos interesses da população. Aliás, para atender o interesse da população, bastava melhorar a rede de distribuição, já que o Brasil é um dos países que mais perde energia neste processo.
Para a população do Vale, a construção dessas barragens trará apenas prejuízos:
- Alagamento de cerca de 11 mil hectares de terras nos municípios de Adrianópolis, Cerro Azul, Ribeira, Itapirapuã Paulista, Iporanga e Eldorado, incluindo cavernas de Iporanga e diversas comunidades do Vale do Ribeira;
- Aumento da contaminação por chumbo em toda água do Ribeira abaixo de Tijuco Alto;
- Desemprego de milhares de famílias que vivem da pesca na região estuarina de Iguape-Cananéia-Paranaguá;
- Alteração do regime hídrico do rio com influência sobre a fauna marinha e navegação;
- Sobrecarga no serviço público de saúde, decorrente do êxodo de população de outras regiões.
POR ESTAS RAZÕES EXIGIMOS:
=Fim do projeto de Tijuco Alto!
=Nenhuma barragem no Rio Ribeira de Iguape!
=Fim de promessas eleitoreiras e de mentiras!
=Políticas públicas que valorizem a cultura de todo o povo do Vale do Ribeira, suas águas e a Mata Atlântica!
=Que seja considerado, valorizado e respeitado o conhecimento das comunidades do Vale do Ribeira!
14 de março – Dia Internacional de Luta contra as Barragens


